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Mostrando postagens de dezembro, 2025

"FELIZ ANO NOVO! BEM VINDO 2026!"

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      Pouca gente sabe que o dia 1º de janeiro foi instituído como Dia Mundial da Paz pelo Papa Paulo VI, em 1967. Pouca gente sabe que esta é uma data universal, carregada de significado. Pouca gente sabe que, como diz o velho bordão, “paz não é a ausência de guerra, mas um estado de espírito”. Pouca gente sabe que somos todos filhos do mesmo Pai e, portanto, irmãos. Pouca gente sabe, também, que anotar em um caderninho secreto planos e objetivos para o ano que se avizinha não garante que eles se cumpram. Talvez porque a paz não se construa em listas, promessas ou resoluções, mas nos gestos cotidianos, nas escolhas silenciosas e na forma como olhamos e tratamos o outro. Que o ano que vai começar amanhã nos encontre mais conscientes, mais humanos e mais dispostos a cultivar a paz — dentro de nós e ao nosso redor. É o que eu e minha família desejamos para você e sua. FELIZ ANO NOVO! BEM VINDO 2026!    

"A VIDA É FEITA DE PEQUENAS CONQUISTAS"

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    Como já disse aqui — e sem qualquer pretensão de posar de herói sofredor — fui obrigado a começar a trabalhar muito cedo. Aos seis ou sete anos (isso mesmo!), trabalhei em um box de frutas no Ceasa de Londrina e, quando o movimento estava fraco, saía a vender verduras de porta em porta, com uma cesta de vime a tiracolo. Aos oito, engraxava sapatos; aos nove, vendia sorvetes e doces; aos doze, tornei-me guarda-mirim. Logo em seguida veio o seminário — um divisor de águas na minha vida, um verdadeiro oásis no deserto: cama, comida, roupa lavada, chuveiro quente e até piscina. Não há vocação que não resista a tudo isso… Aos dezesseis, Bamerindus… Aos dezessete e meio, CPD Maringá e a vida em república estudantil. As lembranças daquele período são boas: conseguia enviar parte do salário para a minha mãe, coloquei meu currículo escolar em dia e até comprei um carro — não era um fuscão preto; era um fuscão azul. Mas, de todas as pequenas conquistas daquele tempo, a maior del...

"EU QUERO SORVETE DE LIMÃO PRA COMER, O MEU PROBLEMA..."

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        Num dia desses, passou na minha rua um garoto — coisa de doze ou quatorze anos — vendendo sorvete. Quando chegou à frente do meu portão, abordei-o perguntando se tinha determinado sabor. A resposta foi negativa, mas o que me surpreendeu mesmo foi o tato comercial daquele menino. Com a desenvoltura que tinha para se comunicar, não tive dúvida: ele venderia até picolé de chuchu — caso existisse tal sabor. Aliás, conseguiu me vender três de limão, que nunca figurou entre os meus prediletos. — Qual é o seu nome, filho? — Tomás, doutor. — Não sou doutor, Tomás. Apenas senhor. Meu nome é Dorotheu. — Nossa! Que nome bonito, seu Dorotheu. Mentiroso. Mas, confesso que ganhei o dia ali. — Quais sabores você tem? — Restaram três dos melhores que vendi hoje. — Quais? — De limão. — Que pena… desse eu não gosto. — Não tem problema. Vou vende-los pro médico do Postinho. Ele sempre compra. Vive dizendo que limão é rico em vitamina C,   ajuda na digestão, é...

"A ESPADA DO MESTRADO"

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      Na noite que passou, tive um sonho daqueles que chegam sem pedir licença. Nele, eu estava novamente com a minha turma do mestrado, perdido entre as disciplinas obrigatórias dos créditos — um cenário que, por si só, já seria suficiente para acelerar qualquer batimento cardíaco. Mas havia mais. Na sala de aula, sobre minha cabeça, acho que em razão de minhas limitações intelectuais, pendia a célebre Espada de Dâmocles, suspensa por um fio de crina de cavalo tão gasto que parecia sussurrar: “Estou de olho em você.” Para quem não se lembra, a “Espada de Dâmocles” é aquela velha metáfora grega usada para ilustrar ameaças iminentes, sempre à espreita das cabeças que insistem em não se manter muito centradas — ou que ousam sonhar demais.   A minha tinha até nome próprio. Era afiada, reluzente e atendia pelo terror acadêmico conhecido como Filosofia do Direito . Apesar do nome pomposo, tive de cursar aquela disciplina duas vezes até conquistar o escore mínimo para...

'AMIGO A GENTE NÃO ENCONTRA EM QUALQUER HOSPITAL"

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    Há poucos minutos, para minha satisfação, recebi a confirmação de que um amigo — médico e escritor — aceitou o convite para almoçar conosco no próximo sábado. Conheci-o de maneira bastante inusitada, durante uma de minhas internações. Aconteceu assim: Eu já estava há cerca de quinze dias hospitalizado quando fui transferido para a ala em que ele atendia. A noite que antecedeu nosso primeiro contato não foi das melhores para mim. Naquela madrugada precisei tomar banho, por razões que não vem ao caso, mas que qualquer cristão hospitalizado entende sem legenda. Apertei a campainha das enfermeiras como quem toca uma campana chamando anjos — mas, pelo visto, o céu estava de folga. Nada. Silêncio absoluto. Então, tomei a decisão heroica (ou desesperada): eu mesmo iria ao chuveiro. Peguei o suporte de soro com TRÊS frascos pendurados — parecia que eu carregava um candelabro de laboratório — e fui, com a dignidade que me restava. O banho em si foi uma obra de arte mod...