"Pobre STF. Quem te viu, quem te vê."
Sempre procurei manter-me alheio a acontecimentos negativos envolvendo ministros do STF — uma estratégia básica de sobrevivência psíquica. Tenho preocupações muito mais relevantes a administrar, como a qualidade da ração dos meus gatos, a procedência do sachê e o colapso emocional que neles se instala quando o pote não está cheio até a exata linha imaginária que eles consideram aceitável. Mas fui derrotado. Joguei a toalha. Toffoli — sempre ele, presença cativa como vilão recorrente de novela das oito — viajando em jato particular ao exterior em companhia do advogado do Master. Toffoli, com parentes orbitando nas maracutaias daquele banco. Toffoli, abraçado ao processo do Master com o zelo de uma mãe coruja e, de quebra, em franco atrito com a Polícia Federal, por "razões" que se desconhecem. A grande tragédia nacional foi ele não ter sido aprovado naquele malfadado concurso para juiz em São Paulo. Se tivesse passado, talvez hoje estivesse apenas aposenta...