“Uma Só Fé em Muitos Altares”

Sou alguém que pode ser chamado de ecumênico. Como seria maravilhoso se todas as igrejas e tradições espirituais caminhassem em união como uma só família! Assim, ressalto que, independentemente das diferenças, tenho profundo respeito e sincera admiração por todas as religiões. E, mesmo não sendo um leitor assíduo da Bíblia, guardo comigo a convicção de que ela é um livro sagrado, cujos escritos foram inspirados por Deus.

Creio firmemente também que todas as crenças que reconhecem um Deus Supremo — Justo, Bondoso e Misericordioso — são boas e necessárias. Cada uma delas, à sua maneira, orienta o coração humano para valores mais elevados e atua como freio inibitório às paixões desenfreadas que tantas vezes geram sofrimento e injustiça.
É verdade que algumas delas afirmam: “Fora destes muros não há salvação”. A essas digo: pule o muro e saia correndo. Siga em frente, sem olhar para trás – afinal, veja o que ocorreu com a pobre mulher de Ló.
Há outras, que se ocupam em apontar erros e condenar as demais. É preciso lembrar: a igreja que condena já está, em si mesma, condenada. Penso que não cabe a nós julgar ou devolver condenação. Prefiro recordar que todas, sem exceção, estão buscando a mesma Luz, ainda que por estradas diferentes. Todos os caminhos levam a Roma...
Se há muros, que o amor os transforme em pontes; se há distâncias, que a misericórdia nos aproxime; se há desacordos, que o respeito e o diálogo prevaleçam.
No final, somos todos peregrinos do mesmo Deus, chamados a crescer, amar e aprender uns com os outros — porque a verdadeira fé não separa: ela reúne.
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O que escrevi até aqui era para ser o início de uma crônica. Uma crônica que tem como pano de fundo o evento de lançamento e sessão de autógrafos do maravilhoso livro “Homens de Impacto”, de coautoria do médico e escritor dr. Josymar Barbosa, ocorrido na noite especial de ontem, no templo de uma Igreja Evangélica tradicional.
Para falar a respeito daquele querido médico e amigo — protagonista de uma das cenas mais marcantes daquela noite — será preciso dedicar-lhe um texto exclusivo, que virá logo em seguida. Sem revelar muito e nem dar spoiler , posso adiantar que ele foi ovacionado várias vezes pelos presentes. E a ovação foi absolutamente merecida.

Como estávamos até há pouco refletindo sobre a Bíblia, é impossível não reconhecer naquele ser uma espiritualidade luminosa, admirável e rara de encontrar. Um verdadeiro homem de grande evolução e bondade. Um “homem muito amado”, como está escrito: “Daniel, homem muito amado…”Daniel 10:11.
E continua…
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