"UM CACHORRINNHO CHAMADO ONG"

Hoje a ONG veio buscar o cachorrinho que foi abandonado na casa da esquina, da qual os donos se mudaram, mas não deu muito certo. Mesmo com dificuldade de mobilidade, acompanhei o trabalho deles e do chaveiro, tirando fotos para embasar a notícia crime que redigi. E não deu certo por uma razão muito simples: as moças da tal da ONG não tinham nenhum tato para lidar com cachorros – quiseram usar nele o famigerado “laço gambão”, que no meu pequeno entender, dependendo como é usado (e elas não sabiam usa-lo) -, pode ser considerado uma prática cruel para eles.

Ele, a “pessoinha” mais meiga que conheci, ficou assustado e – para minha alegria – saiu em disparada em entrou no meu quintal (havia deixado o portão aberto). Mudou de endereço. Vai ficar comigo e com os gatos – aqui terá cama, comida e roupa lavada… Busquei lá também seu brinquedo predileto (o pedaço da bola de capotão) que ele não larga para nada. Como não sei qual era seu nome resolvi chama-lo de “ONG”. “Não provoca os gatos, ONG”; “Não morde a barra da minha calça, ONG”; “Fica longe do pote de ração deles, ONG”; “Fica longe do sofá, ONG”; “Não mastiga meu chinelo, ONG”. Misericórdia…
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