"“Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe sua vã filosofia”
Num dia desses, quando folheava meu velho passaporte, percebi o quanto a vida foi generosa comigo, proporcionando-me algumas viagens de estudos maravilhosas. Estive na Europa (com destaque pra Stonebenge, na Inglaterra e pra Domrémy-la-Pucelle, na França – cidade onde Joana D`Arc nasceu); em Assis-Itália; em Machu Picchue e duas vezes ao Egito.

Em STONEBENGE – Qual a função original daquela série de pedras verticais, dispostas em círculo e cercadas por um fosso e uma trincheira, com construção datando entre 3000 a.C. e 2000 a.C.? Várias são as teorias a respeito daquele local: Observatório Astronômico? Lugar de Rituais Religiosos ou Espirituais? Cemitério Memorial? Com que maneira as pedras foram transportadas até ali – especialmente as mais pesadas (sarsens), que vieram de uma área a cerca de 30 Km dali? Mistérios…, Mistérios…

Em DOMRÉMY-La-PUCELLE – cidade localizada no nordeste da França, acerca de 300 quilômetros a nordeste de Paris, onde fica a casa onde nasceu Joana D`Arc, uma das figuras mais enigmáticas e fascinantes da história medieval. Sua vida e morte levantam questões e teorias, tanto sobre sua missão, quanto sobre os aspectos misteriosos de sua vida. Teria sido ela uma “visionária” ou uma profetisa que, por meio de suas visões, se sentiu inspirada a lutar pela França? Era guiada por visões divinas e por vozes angelicais? A sua presença teria sido vista como uma inspiração para o exército francês, que estava enfraquecido pela guerra prolongada contra os ingleses, e teria sido manipulada por seus aliados para promover interesses políticos e para galvanizar a moral nacional? De onde teria vindo seu conhecimento militar estratégico e entendimento profundo da guerra? Note-se que estamos falando de uma jovem camponesa, com pouco mais de 15 anos de idade. Muitos são os aspectos, ocultos ou não, que ainda não foram completamente compreendidos de sua vida. Mistérios…, mistérios…

Em ASSIS, na Itália – Por que as plantas ao redor do Mosteiro de São Francisco de Assis, onde está seu túmulo, estão “inclinadas” para ele? (não é metáfora). Por que naquele local há tantos gatos e vira-latas, com pelagem reluzente, como se tivessem acabado de sair de um trato no visual num pet shop? Algures ou alhures, ainda devo ter algumas fotos deles. Será que a natureza “se volta” para São Francisco em razão de sua profunda conexão com o mundo natural? Mistérios…, Mistérios…

Em MACHU PICCHU – Qual foi sua verdadeira função? Residência do imperador Pachacuti? U m local sagrado, dedicado a deuses andinos? Um centro astronômico e calendário Inca? Era uma fortaleza ou um ponto de resistência contra invasores? Como foi construído aquilo, no topo de uma montanha isolada e de difícil acesso? Como os Incas conseguiram transportar e cortas pedras gigantescas em um terreno tão difícil? Por que o método usado em sua construção é semelhante a dos egípcios em suas pirâmides (blocos ajustados sem o uso de argamassa e com tamanha precisão, que nem mesmo uma lâmina de faca pode passar entre elas)? Mistérios…, Mistérios…

No EGITO, pela segunda vez – A respeito de minha segunda ida ao Egito não posso falar muito, por estar preso a juramento. Posso, “en passant”, dizer duas observações que fiz daquela feita: uma das margens do rio Nilo - a oriental, é inteiramente estéril, infértil; a outra, - a ocidental -, é frondente e verdejante. Por que será? Segunda coisa: no interior da Grande Esfinge de Gizé as pessoas perdem inteiramente a noção de tempo e espaço e não sabem se estão subindo, ou descendo. Por que será? Mistérios…, Mistérios…

É a realidade fantástica!
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