Há um lugar além do tempo, onde o vento não sopra em direções contrárias e o silêncio é canto. Chamam-no de muitos nomes, como Colônia, Estância... - em meu sonho eu o chamei de Colônia Azul . Ali chegam as Almas, os Espíritos, as Consciências libertas do peso da carne. Não são todas, porém, que atravessam o rio Hades. A travessia é dádiva concedida aos que souberam amar e servir; e o barco só desliza quando as águas estão serenas, como o coração que já aprendeu o perdão. Aos que deixaram rastros de dor ou indiferença, a espera pode ser longa, durando, talvez, dezenas de anos e até séculos inteiros, na contagem que fazemos por aqui. Esse hiato, segundo alguns, é o Purgatório dos católicos, o Naraka dos budistas, o Barzakh dos muçulmanos, o Guehinom dos filhos de Israel, o Umbral dos que seguem Kardec... Mas penso, em minha limitada visão, que é apenas o véu de Ísis — ainda fechado aos nossos olhos — que nos leva a nomear o invisível de tantas formas...
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