DEZEMBARGADOR EUZÉBIO DA MOTTA.

Li bastante sobre a vida do desembargador Euzébio da Motta, Manoel. No começo do século passado ele costumava frequentar, para fazer aperitivo nos finais das tardes, uma pensão/barzinho que havia no terreno daquele prédio que hoje é vizinho da Santa Casa, ali na praça Rui Barbosa. Levava horas para tomar uma dose de bebida (só bebia uma – dizia que fazia bem pro organismo). Tinha um companheiro de “bebida” que também era intelectual. Não lembro mais o nome dele (preciso consultar meus alfarrábios). Talvez o Alô Guimarães (era escrivão). Aquele moço ficava intrigado sobre como o desembargador tinha vasto conhecimento de assuntos de qualquer área do saber humano. – Uma pausa: cá entre nós, tenho comigo que ele sabia do Tudo e do Todo porque conseguia ter acesso ao Registro Akáshico, graças a um processo iniciático para a abertura de Canais, ao qual fora submetido, provavelmente na Bucha (Julius Frank). Creio ainda, que ocorria o mesmo com o professor Dario Vellozo e outros grandes intelectuais da época. Estes, arrisco a dizer, foram iniciados em outras Escolas Esotéricas – talvez a do Martinismo ( Papus), talvez a dos Rosas Cruzes (Christian Rosenkreuz), talvez a dos altos graus da Maçonaria (para citar dois: Benjamin Franklin e George Washington). Um pedido, Manoel - se for repassar este escrito só o repasse para os ouvidos certos. Não estou aqui quebrando nenhum juramento e irei enviá-lo apenas para uma amiga por quem tenho grande estima e que tem a língua curta, e mais para uns dois ou três “maçons sem avental.”
Voltando ao assunto deste tema: certa vez, escreveu o Alô Guimarães, que ele passou semanas pesquisando e estudando a respeito da monofonia da música romana antiga – uma verdadeira “rebimboca da parafuseta”. “Sobre isso com certeza ele não vai saber responder”. “Com essa vou pegá-lo.”. Colocou a questão. “Meu rapaz, para discorrer sobre isso vou quebrar uma de minhas regras e tomar outro gole.” É um assunto deveras interessante”. “Vamos começar pela cultura romana, que nasceu da fusão de diversas influências, especialmente latinas, etruscas e gregas…”. E por aí foi ele. Falou por quase uma hora antes de adentrar no tema propriamente dito - a estrutura musical romana daquela época. Assunto no qual demonstrou ser exageradamente versado, escreveu Alô Guimarães, concluindo que o aprendiz não faça como ele, que quis saber mais que o feiticeiro.
Finalizando, quando pesquisava para fazer a biografia dele e preparava-me para apresenta-la no Instituto Pitagórico (no qual ele foi presidente de honra), deparei-me com uma pequena dúvida: se seu afastamento do Tribunal de Justiça foi por conta de ser identificado como monarquista, ou não. Voltando aos escritos do Alô Guimarães, diz ele que quando o desembargador foi reintegrado ao cargo (acho que onze anos depois) recebeu também uma polpuda indenização e que, com parte dela, comprou uma casa para a dona da pensão/bar. Usou a expressão “quando a bola branca voltou para nosso lado…” Li, alhures ou algures, que ele morreu numa noite, em um hotel no Rio de Janeiro, ladeado por alguns pensadores da estirpe dele. Sua família era pequena – uma ou duas irmãs que residiam em Curitiba.
Manoel, há alguns anos enviei-lhe um arquivo com uma biografia simplificada dele. Parece-me que você acalentava a ideia de adicioná-la na internet – Google Chrome. Acho que não foi levado a cabo…
Ps: por uma questão de formatação, vou colocar este escrito no blog e assim que você e outros poucos amigos lerem, o deletarei.
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