UMA PARÁBOLA - AS RELIGIÕES
UMA PARÁBOLA - Alexandre o Grande, filho de Felipe, estando em Babilônica, mandou vir sacerdotes de cada um dos países que havia subjugado e os reuniu no palácio. Reunidos que foram, em grande número, ao pé do trono, e perguntou-lhes:
- Reconheceis e honrais um Ser superior e invisível?
Todos responderam:
- Sim.
O rei continuou:
- Que nome lhes dão?
O sacerdote dos hindus:
- Nós lhe chamamos Brahma, isto é, o Grande.
O sacerdote dos persas:
- Nós o denominamos Ormuzd, a luz eterna.
O sacerdote dos judeus:
- Chamamos-lhe Jehovah, o Senhor, aquele que é, foi e será.
E assim por diante, cada sacerdote deu nomes diferentes ao Ser Supremo.
Então o rei, irritado, exclamou:
- Só tendes um rei e soberano. De hora em diante também tereis um só Deus; Júpiter é o seu nome.
As palavras de Alexandre perturbaram a alma dos sacerdotes, que disseram:
- Nosso povo, desde a origem, dá ao Ser Supremo o nome que indicamos. Porque havemos de mudá- lo?
O rei encheu-se de cólera.
Então, um velho, um brâmane que o tinha acompanhado a Babilônia, levantou-se e pediu licença para falar à assembleia. E disse:
- Brilha em todos os países o sol, a fonte da luz?
Todos responderam afirmativamente. O velho lhes perguntou, a um por um:
- Como lhes chamais?
E cada qual proferiu nome diferente, consoante o país e seu povo. O velho dirigindo-se ao rei, perguntou-lhe:
- Não devem eles também dar ao sol um nome diverso? “Hélio ” é o seu nome em grego.
Ouvindo tais coisas, cheio de confusão, Alexandre corou e disse:
- Cada um empregue o nome do Deus que lhe é peculiar em seu país.
“As flores do altar são diferentes, mas a adoração é só uma, porque, como dizia o Cristo, somos todos filhos do mesmo Pai.”
E continua…
SEABRA, Alberto. VERSOS ÁUREOS DE PITÁGORAS. Ed. 2 a , Editora O Pensamento, 1928, pg.23-25.
Comentários
Postar um comentário